segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ah! o doce pássaro da juventude... A cidade envolve e dá aconchego aos personagens da foto.

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Toda vez que eu fico triste, achando que a vida dos meus pais poderia ter sido diferente, menos árdua, mais leve, esta foto me consola. Ela me prova que foram jovens, lindos, vestiam-se bem e divertiam-se com os amigos. O clã Marcílio/Pellicano, além de grande por si mesmo, sempre estava agregando um sem número de amigos comuns. Meu pai dizia que minha mãe nunca era só ela: era ela e uma penca de irmãs, irmãos, primas e primos. Meu pai gostava de todos e combinava com todos.


Na foto, dois casais de namorados, mais lindos impossível! À esquerda: meu tio Ângelo Pellicano e a namorada, Cyrinéia Santa Rigotto; à direita meu pai, Dário Favilla (fazendo careta) e minha mãe, Elza Pellicano, recostada na grama. A menina que está perto dos meus pais é a Martinha Pellicano. O rapaz moreno, não me lembro quem é. O garoto lindo da frente é o José Carlos Pellicano, o Canarinho. Tinha esse apelido porque era ruivo alourado. Perto do Canarinho, meio escondido pela grama, acho que é o Ronaldo, irmão dele. Logo atrás, está minha tia e madrinha Nair.

A moça que se destaca ao fundo é a Tidinha, filha da Dona Tina Rigotto, a parteira emérita da cidade. Não me consta que ganhasse dinheiro com esse trabalho. Perto da tia Nair, está a tia Jovina, na verdade uma prima de minha mãe. Tia Jovina é minha madrinha de crisma e foi casada com um homem lindo de olhos verdes e completamente careca, o João conrado. Tiveram, depois de onze anos de casados, um único filho, o José Arthur. As outras moças clarinhas, são também primas da minha mãe, filhas de um irmão da Vó Ina, o Ângelo Marcílio.

A foto tem um grande personagem que envolve a todos, a cidade de Ouro Fino. Foi tirada de cima de um morro que hoje só existe pela metade. A outra foi aplanada para se construir a ligação da cidade com a rodovia principal sem que fosse preciso se passar por dentro, pela Rua 13. Quando eu era criança ainda havia um cruzeiro em cima desse morro e também um luminoso com o nome de um partido político, o PSD, extinto com o golpe de 1964.

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Um comentário:

  1. Clara, não tenho certeza,mas, o moço moreno é o tio Osmar.

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