terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bocomoco, a diferença é a arte final...

Rendas, fitilhos e retalhos podem fazer de uma simples regata verdadeira obra de arte...
E é isso o que acontece na etapa final da produção da Bocomoco.
Este ritual de prega aqui, amarra ali é feito a quatro mãos... Enquanto duas mãos ajeitas os adereços, outras duas pregam... Um jeito de dar mais velocidade e correção aos acabamentos.
Bendito trabalho que pode ser feito por mãos tão belas e bem tratadas!
As regatas são como telas para a arte de Andrea.
Tudo pronto, passado e dobrado.
Agora o destino são os distribuidores de São Paulo.

Investimentos e capacitação permitiram iniciativa empresarial domiciliar decolar

Inovação, criatividade e persistência integram a receita de sucesso das Confecções Bocomoco, empresa estabelecida em Ouro Fino, sul de Minas Gerais, há 21 anos. Só o fato de estar há duas décadas no mercado atestaria a competência para os negócios do casal Andrea e Henrique Bailoni Puttini. Ela, a estilista exclusiva da confecção; ele, engenheiro agrônomo que deixou a carreira de lado para enfrentar os desafios do mundo dos negócios.
“Andrea sempre teve pique para compras e vendas, além de um extremo bom gosto. Bastante antenada, antecipa as tendências da moda”, afirma o marido orgulhoso. No dia da visita que a Agência Sebrae de Notícias fez à fábrica, que não vende no varejo, só no atacado, a sócia participava de uma atividade escolar da filha Rafaela, em São Paulo.

“Planejamento , tecnologia e metodologia avançada na produção têm nos permitido certa folga. Até conseguimos, recentemente, ficar uma semana longe dos negócios, em férias com as crianças e amigos. Tem nos permitido também dar maior atenção aos filhos. Além da Rafaela, de nove anos, temos o Lucca, de doze”.

Mas atingir este espaço de certo conforto nos negócios não foi fácil e nem barato. Exigiu aprendizado constante e investimentos. O tempo para respirar, pensar na reforma e na decoração da casa nova, surgiu ao longo desses anos a partir da aquisição de máquinas eletrônicas, de programas de modelagem por computador e adoção da metodologia de produção chamada VAC, Velocidade de Atravessamento Constante, que vem dando a necessária competitividade à empresa, que tem distribuidores fixos em São Paulo.

“Nosso compromisso é o de não banalizar o que produzimos e que sai daqui com a etiqueta das lojas que as comercializam. Por isso, não vendemos diretamente na cidade e nem na região. O que fazemos aqui chega a vários países da Europa, como a Espanha” , informa Henrique.

A metodologia VAC faz toda a diferença em termos de rentabilidade do negócio. A partir dela se pode calcular o tempo exato de confecção de cada peça e a distribuição dos insumos, que é feito em carrinhos que vão sendo movimentados de máquina em máquina, desde a primeira costura até o acabamento, cuja última etapa é totalmente manual.

Regatas que no início parecem ter como diferenciais apenas matizes de uma mesma cor, obtidas na escolha certa dos tecidos ou por meio de tingimentos especiais, vão adquirindo aplicações e adereços feitos de rendas, fitas e botões que as transformam em verdadeiras obras de arte. A regata é apenas a tela onde o talento de Andrea se expressa, é a conclusão imediata de quem observa todo o processo.

O investimento na metodologia VAC foi grande. Até o edifício onde a fábrica funciona foi projetado para recebê-la. A disposição das máquinas e das seções de estoque, modelagem e corte, tudo foi planejado. O ambiente de criação é amplo, claro e arejado. Mas todo o investimento, inclusive em treinamento, compensa. A metodologia permite calcular exatamente o tempo de produção de cada encomenda. Evita quebras de compromisso com a clientela, além de reduzir custos.

Já a adoção da modelagem via computador evita desperdícios. O programa utilizado foi totalmente desenvolvido em Santa Catarina e é até exportado. Permite em cinco minutos a solução de um milhão de cálculos e o aproveitamento de até 80% do tecido. As sobras são utilizadas como adereços. E as sobras das sobras são enviadas à reciclagem e só em último caso são descartadas. A Bocomoco emprega 21 pessoas, das quais 19 são mulheres. A perseverança, o talento e o gosto pelos negócios transformaram o que era antes uma pequeníssima confecção iniciada na casa da mãe de Henrique em referência de empresa não só para o sul de Minas, mas também para o Brasil.

Esta minha matéria foi divulgada pela Agência Sebrae de Notícias, em 05/11/2009
http://migre.me/g3L3

Bocomoco, no interior do sul de Minas uma confecção referência nacional

Dia 30 de outubro último visitei com a curiosidade de quem trabalha há seis anos na Comunicação Social do Sebrae, entidade de apoio aos micro e pequenos negócios de todo país, a Bocomoco, empresa intalada em Ouro Fino, há mais de 20 anos e dirigida pelo casal Puttini.
Fiquei orgulhosa com o que vi. A empresa foi planejada nos mínimos detalhes. O prédio que a abriga, de pé direito alto, iluminação e ventilação adequada, foi feito levando-se em conta o processo de produção que obedece regras de gestão de custos: redução de desperdícios e maximização dos resultados da força de trabalho empregada.
Já logo depois do hall de entrada, pode-se ver que esses cuidados arquitetônico tornaram possível, por exemplo que, do escritório se possa ter uma visão geral do que acontece na área de produção: separação de materiais,cortes, costura, montagem dos adereços e acabamento final.
O scanner para a finalização dos moldes.
O pé direito alto permitiu painéis de vidro que traz luz e paisagem principalmente para quem está no mezanino.
Lá em cima, o Santuário São Francisco de Paula
As bandeiras estão hasteadas na sede da Câmara dos Vereadores, que fica ao lado. Ao fundo, as montanhas de Minas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dezembro musical, não percam!!!

Gente, estou encantada com o número de convites bacaninhas que tenho recebido da Casa de Cultura de Ouro Fino. Juro que se eu soubesse dessa programaçã toda, teria tirado férias e passado dezembro inteiro na minha querida, amada cidade.
Abraços e parabéns a todos da Secretaria Municipal de Cultura!

Leitor querido

Oi Clara,

Estive mais uma vez passeando por um de seus blogs.

Sempre que o faço fico feliz pelos re-encontros.

Outro dia um amigo de São Paulo me mandou um link para ver se eu conhecia... era um de seus blogs. Hoje estive vendo o Blog da Cidade de Ouro fino.

E depois de muito navegar e curtir lembranças cheguei ao post de 12/9/09: Lembranças da Escola Normal de Ouro Fino.

Para minha alegria vi lá uma foto que eu estava procurando no meu baú pra enviar para as festividades do centenário da Escola normal onde eu também estudei.

A foto que você registrou como “professoras”.

Conheço a foto. Essa foto retrata o encontro de colegas de turma em um coquetel comemorativo dos 50 anos da Escola Normal.

Foi um coquetel que cada mesa era uma turma de formandos da Escola Normal.

Eu penso ter essa foto em casa porque é a turma de minha mãe.

- clique na foto para ampliá-la -

Vou ajudar a completar o reconhecimento das colegas.

Da esquerda para a direita temos:1. Dona Guily, 2. Geralda Marinho, 3.Keranez Leal Carpentieri, 4. Maria Fausto Burza, 5. Joana Rivelli Ribeiro (minha mãe), 6. Ester Trindade Ramos, 7. não me lembro, 8. Dolores Volpini Ribeiro Silva, D. Maria Jose de Souza Gissoni, e D. Ditinha de Almeida

Peça ao Paulo Afonso para confirmar

Fiquei muito feliz com isso.

Um abraço e beijos

Neto

Serafim Pinto Ribeiro Neto

Oi Neto, que bom saber que Dona Joana Rivelli Ribeiro é a sua mãe. Toda vez que eu olhava essa foto prestava atenção nessa senhora tão esguia, elegante, bem vestida! E as feições dela me pareciam familiares. Agora sei a razão! E o colar de pérolas que está usando na foto, que lindo! Aliás, todas as professoras, exceto Dona Keranez, usam colares.

Beijos pra você, Celinha e filhos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cidade cenário...

Ouro Fino é daquelas cidades que desperta afetos e encantamentos até aos que ali não nasceram e que por algum motivo a visitam. Este recanto maravilhoso é simplesmente o quintal da casa que foi do meu tio-avô João Favilla, o irmão mais novo do meu avô paterno Dante Favilla.

Minha prima segunda Néia (Cidnea Favilla) a restaurou e onde, muita décadas atrás, abrigou até uma granja fez um belíssimo jardim com cascata, piscina e muitas e muitas plantas, algumas delas ali desde quando ela era criança.
A casa é térrea para quem a acessa pela porta social e um sobrado para quem chega pela garagem. Esta uma das vistas do jardim para quem está na varanda da sala principal. Néa me convidou para um chá da tarde e lá estavam suas duas irmãs, primas muito queridas do meu pai e, agora, minhas também, depois desse encontro antes tarde do que nunca: Marlene e Ana Maria.


Nas fotos acima, Néia, Marlene e eu. A plantinha linda que aparece é incenso dos mais perfumados

Marlene mudou-se como marido Jura para Ouro Fino depois de uma vida profissional intensa no Ministério da Agricultura. Néa tem casa também em Belo Horizonte e Ana Maria, em Campinas (SP).

Uma muda frutificou no quintal. Apenas uma bela e linda tangerina, devidamente amparada para não envergar os aindas frágeis ramos da planta.
Esta planta exótica chama-se Orelha de Macaco. Com as folhas se faz um chá bem branquinho, sem nenhuma cor, mas de gosto delcioso e ótimo para os rins.

Uma frondosa árvore do jardim da casa de Néia e do marido Milton Lucca de Paula, proprietário da Rádio Difusora de Ouro Fino.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Menino da Porteira virou filme e...

Se é bom, se é ruim nem fiquei sabendo. Não encontrei em Ouro Fino ninguém que o tenha assistido. Só sei que o não houve filmagens na cidade. Parece que a produção pediu contribuição financeira para que isso acontecesse. E a contribuição, patrocínio sei lá, não apareceu. Como sabem, nós mineiros somos ciosos do nosso $$$. Pra falar verdade, pão-duros mesmos!

Brincadeiras à parte, o fato de os recursos não terem sido captados na cidade, não deveria ter sido motivo para que a paisagem local ficasse ausente. Falta de sensibilidade da produção, que pode ser entendido até como pressão além da medida para que os $$$ aparecessem, principalmente da Prefeitura.

De qualquer forma, o cartaz do filme está lá na entrada do Hotel Fazenda Menino da Porteira. Ouro Fino, nos meus tempos de criança e adolescente havia um cinema muito frequentado, na Rua 13 de Maio. Era nos poucos metros entre o cinema, hoje uma Igreja Evangélica, e a Sorveteria do Ádios que as paixões começavam, progrediam ou se acabavam. Recentemente, uma sala de projeção funcionou, por uns tempos no Teatro Municipal. Mas a iniciativa não teve sucesso por falta de público.

Acima, Bolachita desperta paixões num moreno lindo, integrante da família Butti, proprietária do Hotel Fazenda.
Depois de passear muito pelos jardins do Hotel, Bolachita encontrou um lugar de vista privilegiada para a admirar todas as possibilidades do restaurante.
E viu que além do almoço super gostoso, aberto também a não hóspedes, pode-se ali comprar vários produtos muito bons como o café produzido e processado na região.

E Bolachita tambem conheceu Ouro Fino...

Faz tempo que estou pra contar esta novidade pra vocês. Mas tenho trabalhado tanto que frequentei bem pouco o Blog nas últimas semanas. No início de novembro, aproveitando viagem a serviço para MonteSião, cheguei até Ouro Fino e levei a Bolachita comigo.

Ela se encantou com o passeio que fizemos ao Hotel Fazenda Menino da Porteira. Também pudera, tudo tão bem cuidadinho, tão verde, e flores de todas as cores desse mundo de Deus.
Olha eu não sei o nome dessas flores. Até fiquei de pesquisar direitnho porque, como vocês sabem, boneca é que nem gente: um ser de grande curiosidade.

Mas depois de perguntar bastante e eu não saber responder nada, Bolachita sossegou e passou a curtir a beleza de tudo, sem se importar mais com tantas explicações...
Afinal, uma flor é uma flor. E é o que é e não o nome que tem o que nos dá encantamento...
E não é que a danadinha escapou por uns momentos das minhas mãos e... foi logo se deitar em um dos lugares mais bonitos do jardim. E ficou ali a espiar borboletas e passarinhos!!!