segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Fórum, lição de geometria...








Quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fórum sob o azul do céu...




Quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Chuva e vento em Ouro Fino...

Minha sensação era de estar na cidade dos Morros dos ventos uivantes, nome de livro de Emily Bronte que virou novela no Brasil. Um pé de vento passou entre as janelas da casa da minha prima Glória Pellicano, na parte alta da cidade, perto do que já foi o seminário e igreja dos frades capuchinhos.
Muita água caiu em pouco tempo. Vento forte aos uivos. Milagre, árvores e telhados não terem voaram. Mais tarde ficamos sabendo que houve enchente na parte baixa da cidade, onde morávamos quando crianças.

Quantas vezes fomos tirados da cama, no meio da noite, por vizinhos corajosos!!! E enquanto a operação salvamento de crianças e bebês acontecia, os mais velhos iam colocando móveis e roupas o mais alto que podiam, na tentativa de evitar maiores prejuízos. Vó Ina , de vela acesa nas mãos, não parava de rezar em voz alta.

A chuvarada do dia 23 de setembro, quarta-feira, derrubou a ponte perto do Mercado Municipal e, hoje, fiquei sabendo, por meu sobrinho Luciano, que até foi notícia na Globo News.

Primavera em Ouro Fino...

No domingo pela manhã, nada mais gostoso do que caminhar no calçadão dos lagos do bairro Palomos. E olha que sedentarismo e obesidade são males que chegaram também em Ouro Fino. Quando crianças fazíamos toda a cidade a pé. Nossas casas eram longe das escolas, mas nem quem tinha carro transportavam os filhos. E ônibus escolares, nem pensar!!!
Hoje, Ouro Fino tem problema de cidade grande, congestionameto nos horários de pico. E, na porta das escolas, conduções esperam por grande parte das crianças.
Mas andar a pé é bom para a saúde do corpo e da mente. É um jeito diferente de ver o mundo, de ficarmos próximos de pássaros e flores.
Ninguém soube me informar o nome dessas árvores floridas. Talvez haja um catálogo das plantas ornamentais da cidade na Prefeitura.
Porta da sala da casinha do João-de-Barro.
Fundos da casinha...
Casas à beira lago.
Tirei essas fotos enquanto passeava no domingo (20), pela manhã, a pé, com meus primos Glória Pellicano, Amélio e Dulce Helena Favilla.

sábado, 26 de setembro de 2009

Quem puder conte outra, que esta eu contei primeiro...

Por esta estradinha de terra deixei para sempre um pedaço da minha vida lá atrás...
Cheguei até essas paragens à procura do meu primeiro lar... A casa que me acolheu quando abandonei sei lá, algo maior? para acontecer gente neste planeta...
Encontrei a casa dos meus pais... e devo abandoná-la para sempre!
Mas, se essa estrada fosse minha
eu mandava, eu mandava ladrilhar
com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes, só para, só para...
meu bem passear...

Me consolo e digo que tudo sempre esteve aqui e estará para todo o sempre. Que eu não vim de nenhum lugar para cá , nem quando nasci, porque sempre aqui estive. Não preciso mais voltar porque daqui nunca saí. Ainda sou aquela menina de quase três anos que se sentava à janela do trem com a mãe ao lado, bebê ao colo, para a longuíssima viagem de 15 quilômetros até à casa da Vó Ina, em Ouro Fino. Sou a menina que existiu ali antes de mim e a que continua morando lá.

Passa boi... passa boiada...
passa, passa cavalo...
passa cavaleiro...
quem puder conte outra, que esta eu contei primeiro...

Para saber a história inteira, leia os posts anteriores.

http://twitter.com/clarafavilla
Deixando minha casa inicial de Francisco Sá para trás. A estradinha de acesso passa pela antiga casa grande e escritórios da fazenda...
As principais instalações da fazenda estão abandonadas...
O atual dono, Galeno Serra, preferiu construir, outra casa mais simples e moderna, murada e encoberta pela vegetação...
À direita da sede antiga ainda fica o terreiro de secar café...
Nestas duas portas do andar térreo, funcionava o único armazem da fazenda, também de propriedade do antigo dono, José Benedito Serra.

http://twitter.com/clarafavilla

Da janela lateral da sala de jantar...

Uma das janelas laterais da sala da casa dos meus pais recém-casados, em Francisco Sá, bairro rural de Ouro Fino, Sul de Minas.
Mais para além da janela lateral da sala de jantar... vejo um ipê ainda florido...
Da varanda, vista à esquerda, do bairro...

Vista central, a partir da varanda...
Vista à esquerda, também a partir da varanda...

http://twitter.com/clarafavilla