Mostrando postagens com marcador Ruas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ruas. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Rua 13 de maio
Ruas da cidade vista da esquina do Ádio...
Estou também aqui: http://twitter.com/clarafavilla
Recordar é viver!!! Férias em Ouro Fino
Dedico as fotos de Ouro Fino, tiradas durante minhas férias de 1970, aos meus queridos primos Paulo e Martinha, Amélio e Dulce
Esta imagem serrana não existe mais. Um dos morros foi recortado para dar lugar a uma estrada que desse aos viajantes uma vista privilegiada da cidade. Bem, como sou do contra, teria preferido que a estrada passasse atrás do morro que não precisaria ser derrubado.

A Igreja Matriz, hoje Santuário São Francisco de Paula. A mudança de nome acho que foi pra dar mais status à igreja, incluída no Caminho a Fé até Aparecida do Norte.
A Escola de Comércio onde meu pai, Dário Favilla, e meus tios Hildebrando Guimarães e Walter Pellicano se formaram.
O Éden Clube, o melhor carnaval do tempo dos meus pais e da minha juventude. Íamos ao Montanhês só depois de passar bastante tempo no Éden, que hoje perdeu a sua imponente entrada, com escadaria central.
Vera, minha irmã, e Zenilde, uma amiga goiana, inspecionando uma charrete na Rua 13. Hoje não dá pra acreditar que a principal via da cidade era assim tão parada.
O Fórum hoje cercado por problemas de segurança. Eu estou ali, sentada na escadaria.Estou também aqui: http://twitter.com/clarafavilla
domingo, 6 de setembro de 2009
A casa dos meus tios-avós Ângelo e Elvira Marcílio, o paraíso na terra para nós crianças...
Para melhor se ter idéia da boniteza da casa, clique nas fotos para ampliá-las
Quando eu era criança, se paraíso existisse, seria certamente como a casa dos meus tios-avós, Ângelo e Elvira, bastante próxima a da minha avó, mas feita com o piso elevado, de forma que nunca era alcançada pelas costumeiras enchentes de verão.
A casa já passou por diversos donos e hoje nenhuma família mora ali. É um salão, ou melhor uma clínica de beleza. Entrei lá, nesta minha passagem por Ouro Fino e, principalmente por dentro, ela continua maravilhosa. Os mesmo ladrilhos hidráulicos, os mesmos decorativos roda-tetos e e rodapés, pintados à mão, os mesmos afrescos na varanda.
Uma das primeiras geladeiras de Ouro Fino chegou no endereço desses meus tios-avós. Era daqueles enormes, de bar, que funcionava tanto à eletricidade como por motor, alimentado a querosene. No verão, limonada fresca só com gelo buscado na casa da tia Elvira, que também dava ponto as nossas gelatinas e guardava a carne da semana. No noite anterior, ou logo cedinho, a Vó Ina encarregava alguma das netas para buscar a carne do almoço armazenada naquele verdadeiro frigorífico.
Também nessa casa foi instalado um dos primeiros telefones particulares de Ouro Fino. E no meio da década de 50, era lá que minha mãe e primas esperavam as chamadas dos namorados que haviam dado baixa do recrutamento feito durante a II Guerra e voltado às cidades de origem. O horário da chamada era avisado com antecedência, por telegrama. Na verdade, o horário previsto era apenas tentativo porque as ligações costumavam ser completadas com várias horas de atraso.
Quando eu era menina, a prima Mercedes e o marido Maurício já haviam se mudado para Campinas. Mas era nessa varanda que eles namoravam com o consentimento dos pais, que discordaram no princípio, mas "depois viram que o rapaz era trabalhador e entregaram o futuro da filha a Deus", como disse minha tia Nair. Mas, antes disso, namoraram um bom tempo escondido. Ou melhor, pensavam que sim. Minha tia Elvira acompanhava a filha passo a passo, encarregando o tio Ângelo, irmão da minha mãe, de vigiá-los para depois passar-lhe o relatório completo das atividades dos pombinhos. Claro que meu tio, deliberadamente fingia que não via as melhores cenas e o relatório era dos mais chatos: sentaram juntos no banco da praça da Igreja, conversaram com este e aquele... Como confiar nos jovens, não é mesmo?
Ruazinha amada....
Pela segunda, na casa dos tios Ângelo e Santa, pais de Glória, Ângela, Edson, Delson e Regina. Todos nasceram nesta ruazinha, que começa no Bar Paraíso e termina na ponte do Ribeirão que corta a cidade. A General Osório é uma das menores ruas de Ouro Fino, acho que só não é menor que a Wenceslau Brás, a rua da casa onde nasci, e que começa abaixo da antiga linha férrea e termina justamente na casa de esquina, que pode ser vista nesta foto. Casa onde o alfaiate Antonio Dias e a mulher Ditinha criaram os filhos. Nela ainda mora Tereza, a segunda mulher de Antônio Dias, já falecido.
Continuando a casa da esquina, passando várias casinhas de porta e janela, tinha o depósito de fumo dos tio Osmar Ferreira, marido da Tia Nair, irmã de minha mãe. O sócio dele era Nelson Guidi, marido de Cleusa Marcílio, filha do meus tios-avós Ângelo e Elvira. depois do depósito, uma casa grande da família do dentista prático Evilásio, que tinha um consultório logo na entrada. O senhor Evilásio costumava arrancar nossos dentes de leite sem anastesia e nossos gritos podiam ser ouvidos na Rua 13. Mas naqueles tempos, isso era normal.
Se eu pudesse e meu dinheiro desse, a casa dos Rigottos, amarela, amarelinha, ainda estaria lá. Ainda estaria lá a oficina de antigamente e seus mecânicos assobiadores. Também estaria lá a funerária dos pais da Mariana, amiga de minha mãe, que foi morar no Paraná.
domingo, 30 de agosto de 2009
Que belezinha!!!
http://twitter.com/clarafavilla
Assinar:
Postagens (Atom)