segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fórum, colunas em estilo jônico...


O corpo central onde encontram-se o átrio e hall de distribuição é bem avançado em relação às laterais apresentando uma série de colunas jônicas de fuste liso encimadas por entablamento e cimalha formando a base do ático.

Cada lateral da fachada possui duas janelas retangulares ladeadas por pilastras também jônicas e fuste com caneluras, cimalha seguindo o estilo do corpo central e platibanda.


O ático é extremamente ornamentado, mas possibilita a visualização da cobertura da cúpula que fica no hall de distribuição e é sustentada por quatro colunas jônicas iguais as do átrio.

Fonte: Inventário do Patrimônio Cultural da Cidade de Ouro Fino


Saiba mais:

Ao contrário da coluna dórica, a jônica não assenta diretamente sobre patamares, mas tem uma base - plinto - que assume diversas formas. A vantagem do plinto é que todo o conjunto ganha maior leveza. O fuste, por sua vez, afina um pouquinho em direção ao capitel.

A coluna é elegante não só porque é mais alta em relação ao diâmetro (corresponde a até 9 vezes o diâmetro, enquanto a dórica não passa de 5 vezes e meia) mas também pelo fato de possuir maior número de caneluras - frisos verticais da coluna - de 24 a 44 (na dórica são de 16 a 20).


Fonte: Wikipédia

Fórum, arquitetura eclética e neoclássica...

"O Fórum de Ouro Fino, denominado Palácio da Justiça Júlio Bueno Brandão Filho, possui características do ecletismo com predominância do neoclassicismo de volume simétrico."
Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Prefetura de Ouro Fino

O termo ecletismo denota a combinação de diferentes estilos históricos em uma única obra sem com isso produzir novo estilo. Tal método baseia-se na convicção de que a beleza ou a perfeição pode ser alcançada mediante a seleção e combinação das melhores qualidades das obras dos grandes mestres.

Como movimento artístico, o ecletismo ocorre na arquitetura no século XIX. Por volta de 1840, na França, em reação à hegemonia do estilo greco-romano os arquitetos começam a propor a retomada de outros modelos históricos como, por exemplo, o gótico e o românico.

Edifício da Praça da Liberdade, BeloHorizonte,exemplo de arquitetura eclética

O principal teórico do ecletismo arquitetônico é o francês César Denis Daly (1811 - 1893), que o entende como "o uso livre do passado". Não se trata de uma atitude de simples copista, mas da habilidade de combinar as características superiores desses estilos em construções que satisfaçam a demandas da época por todo tipo de edificação.

Na segunda metade do século XIX, o ecletismo tem forte presença na Europa. O estilo Segundo Império ou Napoleão III, na França, é caracterizado pela realização de importantes edifícios ecléticos, como o Teatro Ópera de Paris, projetado por Charles Garnier (1825 - 1898).

Sede do Jockey Club do Rio de Janeiro, exemplo de arquitetura neoclássica

Movimento cultural do fim do século XVIII, o Neoclassicismo está identificado com a retomada da cultura clássica por parte da Europa Ocidental em reação ao estilo Barroco. No entanto, o Neoclassicismo propõe a discussão dos valores clássicos, em contraposição ao Classicismo renascentista, que apenas replicava os princípios antigos sem críticas aprofundadas. A concepção de um ideal de beleza eterno e imutável não se sustenta mais. Para os neoclassicistas, os princípios da era clássica deveriam ser adaptados à realidade moderna.

Fonte: Wikipédia

Feliz demais!!!

Gente me emocionei com os comentários referentes ao meu post anterior!!!
A todos os leitores deste blog, meu carinho e gratidão!!!
beijos

sábado, 3 de outubro de 2009

Deu no Noblat: - blogueiro de Política de O Globo

Vale a pena acessar
Dica de blog
Blog da cidade de Ouro Fino

Clara Favilla, jornalista da área econômica, moradora de Brasília criou um blog. Lá, ela posta reportagens e conta histórias presentes e passadas de sua pequena cidade natal, sul de Minas Gerais, a partir de seus habitantes, da sua arquitetura e da relevância política e econômica que teve e tem.

Veja : http://blogdacidadedeourofino.blogspot.com/

Comento:

Ouro Fino também está presente no meu blog pessoal: htpp://clarafavilla.blogspot.com

e aqui: htpp://twitter.com/clarafavilla

Meu primeiro livrinho de histórias


Ganhei de uma tia querida, a tia Gracy. Eu tinha sete anos, adorava ler e ficava assaltando a estante de meus primos mais velhos, filhos dela, o Ronaldo e o Flávio. Estávamos de mudança, noutro dia para Arapongas, Paraná. Depois de nos deixar por uns tempos na casa da minha avó, meu pai conseguiu arrumar a vida bem longe de Ouro Fino, Minas, e veio buscar a família. Já não éramos apenas pai, mãe e duas filhas. Um terceiro bebê havia nascido enquanto ele estava longe, um menino.

Estávamos empolgados! Fariámos uma viagem de ôníbus até São Paulo, onde pela primeira vez eu dormiria em hotel e, logo pela manhã, pegaríamos um trem para Arapongas, passando por Ourinhos e Londrina. Tia Gracy , professora de profissão, me trouxe de presente este livrinho da Edições Melhoramentos, que me acompanha por todos estes anos e tem lugar de destaque na minha estante.

A autora é Nina Salvi, as ilustrações são de Oswaldo Storni. O livro tem mais duas histórias: O Menino Jesus e a Borboleta e o Menino Jesus e o Macaquinho.A menina ceguinha se chama Sarita e vive com a avó velhinha e pobre, na aldeia de Sicar, na Palestina. A história se passa quando Jesus tinha 12 anos. Depois eu falo sobre as outras histórias. Tenho um grande amor por este meu livrinho.

Sarita passava os dias perto do Poço de Jacó, construído muitos anos antes do nascimento de Jesus, para que os viajantes que por ali passassem encontrassem água limpa e fresca. A menina todos os dias era trazida pela avó até o poço e passava horas inteiras cantando e ouvindo o canto dos pássaros, à espera de algum viajante, que lhe desse uma moeda. Era cega de nascença. Seus olhos nunca viram a luz do dia. Entretanto, não se sentia infeliz. Uma velha cigana lhe dissera, um dia, que ela haveria de ver o céu, as estrelas, as flores e os pássaros. E ela acreditava piamente naquela profecia.

Pois bem, como Sarita era criança e vivia na Palestina, no tempo de Jesus, dá para imaginar o final da história, não é? O que é engraçado neste livrinho é que a ilustração da capa não corresponde à história principal que lhe dá o nome. A ilustração refere-se a segunda história, a do Menino Jesus e a Borboleta. Mas dessa, só conto o milagre em outro post. Aguardem!

Foto do livro: Thiago Spessato Pimenta (de celular)

Texto publicado originalmente em 24 de maio de 2008
em: http://clarafavilla.blogspot.com

Estou também aqui: http://twitter.com/clarafavilla

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Meninos e livros

Uma das paisagens mais lindas é a de estantes de livros

Nem a melhor e maior tela de computador e tudo o que ela permirte substitui, para mim, o prazer de folhear, de ler um livro? Ler jornais e revistas, notícias nos sites e portais especializados é um conforto indispensável. Mas quem adormece, na cama, rede ou sofá, abraçado ao computador? Mesmo daqueles pequenininhos?

A professora Célia Buti com uma de suas classes na biblioteca da Escola Estadual Coronel Paiva de Ouro Fino

A internet cada vez ganha maior velocidade e, por meio dela, abrem-se para nós as portas do que há melhor no mundo e o pior também,questão de escolha. Lembro-me da primeira vez que acessei o portal do Vaticano e ali encontrei a entrada do museu, da Sala de Rafael e seus filósofos, a Capela Sistina de Michelângelo. Mas nada substituiu no meu coração a alegria que senti quando ganhei meu primeiro livrinho de histórias.

Eu fazia o primeiro ano primário com Dona Lígia Margini, no então Grupo Escolar Coronel Paiva. Encerrado o primeiro semestre, nos mudamos para Arapongas, cidade do norte do Paraná.Na véspera de nossa partida, Tia Gracy Guimarães, já víuva de um irmão de minh mãe, me chegou com olivrinho mais lindo da minha vida. A ceguinha do poço. Na capa, o menino Jesus e borboletas coloridas.

Tenho o livrinho até hoje, guardado com muito carinho na estante do meu escritório. Tia Gracy, já falecida, lecionou no Coronel Paiva e é uma das professoras fotografadas por ocasião do centenário da escola, em 1959, quando eu tinha nove anos. A foto está publicada neste blog.

Os alunos da professora Célia são os que mais retiram livros para leituras em casa

A biblioteca do Coronel Paiva é um espaço bastante dinâmico e bastante frequentado

A professora Célia com um de seus queridos e estudiosos alunos

Achei muito lindas as caixinhas usadas para separação dos livros por conteúdo: poesias, peças teatrais, clássicos...
Meninas lindas reunidas para a leitura na biblioteca. No dia que visitei o Coronel Paiva, a professora Célia aplicava uma verificação de Lingua Portuguesa, para os alunos da sétima série. com base em um texto de Graciliano Ramos.

Minha primeira "palestra", mais uma conversa, foi no Coronel Paiva onde estudei...

Foi com muita emoção que passei por essa linda entrada do Coronel Paiva para meu encontro com os alunos da professora Célia Buti

Minha vida, há 32 anos, tem sido o jornalismo diário. E repórter, muitas vezes, na elaboração de uma matéria, precisa falar, num mesmo dia, com atores dos mais diferentes extratos sociais e políticos. Numa matéria, todos tem o mesmo peso. Não adianta o ministro achar aquela medida a mellhor do mundo, se ela não for aceita pelo ascensorista, a costureira, a dona de casa, o motorista de taxi e por aí vai.

Por isso, vamos colhendo informações aqui e ali que resultem em matéria consistente e publicável, ouvindo todas as partes interessadas. O porteiro do prédio, em termos jornalísticos pode ser um personagem tão interessante quanto o ministro e o presidente da República. Numa boa matéria, todos tem boas razões, o governo e a oposição. É do contraditório que se extrai o que pode ser melhor do ponto de vista do leitor.

Meu pai ficava intrigado com esse meu jeito de falar , segundo ele coloquial e até displicente, com gente VIP, o tal do Very Important People. Assim, por telefone, nas horas mais inusitadas do dia.Muitas vezes, quando eu desligava o telefone, nem acreditava com quem eu estava falando...

Às vezes, meu pai achava que eu dava importância demais ao que o motorista de táxi me dizia. E que tratava como trivial o que um ministro tinha acabado de me dizer. Como se houvesse dois pesos e duas medidas para se avaliar o que cada qual tem a dizer sobre o mesmo assunto. Quem sabe mais dos problemas de trânsito? O taxista ou o engenheiro, muitas vezes de fora, que sobrevoa a cidade de helicóptero?

Digo tudo isso porque comecei minha vida profissional como repórter e quero encerrá-la nesta mesma condição. Sempre me foi um suplício outra atividade em jornalismo que não a ligada diretamente ao que acontece. Não gosto de coordenar, de chefiar, só gosto mesmo de, como se diz, 'carregar piano'. No máximo, editar revistas.

Por isso, enquanto muitos colegas que começaram comigo na profissão estão em cargos relevantes na área de comunicação pública e privada, inclusive com agendas de palestra no Brasil e no exterior, eu continuo nesse meu humilde mister de escrever diariamente sacrossantas linhas. É o que mais gosto.

Não levo jeito para defender causas, nem partidos, nem para fazer meio de campo entre a alta hierarquia dos meios de comunicação e o reportariado. Sou chata e sem um pingo de paciência, devo confessar. Nunca estudei pra concurso público. Por isso, já em idade de me aposentar continuo no trabalho duro diário. Também não sei como se aposenta da paixão pela escrita..


Então, foi assim que, estando em Ouro fino, com alguma relutância aceitei o convite da Professora Célia para conversar com seus meninos. Não estou acostumada a este tipo de exposição. Mas o convite foi tão carinhoso e cheio de expectativas que aceitei. E foi muito bom ter aceito porque simplesmente adorei!
Conversamos sobre jornalismo, sobre a importância da informação, sobre internet, blogs e o Twitter. Fiquei muito feliz com esse encontro e quero repetí-lo. Achei as crianças e adolescentes do Coronel Paiva lindas em seus uniformes e mochilas para todos os gostos. Pareceram-me bastante gentis e interessadas. Estão certamente em boas mãos. Beijos a todos e meu obrigado à Professora Célia.