domingo, 6 de setembro de 2009

No Ádio, em 1970...

Eu e minha irmã Vera, na sorveteria ícone de Ouro Fino... Estou com 20 anos e ela 18. Quando éramos crianças o programa de domingo era ir à missa das nove com o melhor vestido possível, tomar sorvete no Ádio e emendar com o Programa de Rádio ao vivo que, se não me engano, era feito no salão do Éden Clube ou de algum edifício ali perto parecido com ele. Meu primo Ronaldo Pellicano, filho da tia Gracy, acertava todas as perguntas feitas pelo apresentador e, por isso, era chamado de Enciclopédia.

Vera, Martinha Pellicano, nossa prima que hoje mora em Natal (RN), Zenilde e Stela minhas amigas de Taguatinga, que amaram Ouro Fino e de lá não se esquecem. Quando eu era criança adorava o picolé tutti-frutti, gostoso e lindo de se ver.

Nós, tirando prosa com os meninos que ficaram nossos amigos. 
O dono dessa sorveteria se chamava Cláudio Almeida, já falecido, primo em primeiro grau de meu pai. Dizem que quem ensinou o Ádio fazer sorvete foi meu avô Dante. Mas esta história não tenho como confirmá-la. A receita de meu avô era simples, fervia em um grande tacho os ingrediantes antes de colocar a mistura na batedeira. Isso dá mais sabor, consistência e cremosidade ao sorvete.
Dito, Claudinho e Roseymar são os filhos do Cláudio e da Irene, tambêm falecida. Ros foi minha colega de classe, como também a Leonor (Nonô) e a Helena Ferrentino. Dalvinha, irmã de Nonô, outra que já disse adeus a este mundo, foi colega da Vera. O Dito se casou com a Lúcia, também minha amiga e das minhas primas.

Paixão de criança...



Era assim, se a gente se comportasse bem durante a semana, se tirasse boas notas na escolas, ou se nossos pais estavam felizes, o nosso prêmio era tomar sorvete no Ádio.

O dono era Cláudio Almeida, o Ádio, que já morreu faz tempo. Hoje quem toma conta do negócio, que continua igual, é o Claudinho, um dos filhos.


Em agosto último, quando estive na cidade, eu e Glorinha, minha prima, reservamos um tempo pra fazer o que a gente mais gosta de fazer por essas bandas: conversar muito e tomar sorvete no Ádio, que só não é o melhor sorvete do mundo pra quem não brincou descalço na Rua Wenceslau Brás, em frente ao número 44, a casa da Vó Ina.

O sorvete que tomei, ontem, foi de abóbora com côco. Diga-me, onde poderia encontrar tal sabor a não ser nessas paragens de Minas?
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O doce cravo e a melodiosa flauta encantaram em Ouro Fino...

Foi muito lindo, lindo mesmo o concerto de Isabel Favilla (flauta) e Ana Cecília (cravo) em Ouro Fino, dia 15 de agosto último. Mais que lindo,emocionante. Houve quem chegasse às lágrimas...
No repertório Haendel e italianos que tocaram com o grande compositor de Messias, em Londres...
Pessoas cultas e interessadas estiveram presentes e a atenção que deram ao concerto e às musicistas foi mais do que recompensador para todas as pessoas que estiveram envolvidas no evento. Agradecimentos especiais à minha prima Glória Pellicano e Tony Favilla pelo suporte em Ouro Fino; ao marido de Glória, Paulo César, pelo suporte em Pouso Alegre.

Obrigada pela presença emocionada dos primos Ângela Pellicano e José Américo Buti, Dulce Helena e Amélio Favilla. Foi na gestão Buti,como prefeito, que o teatro, que já pertenceu ao Complexo Educacional dos Freis Franciscanos, foi reformado.

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Microfone aberto

É o nome do programa de entrevistas de grande audiência, veiculado pela Rádio Difusora de Ouro Fino e conduzido pelo advogado Geraldo Afonso.

Das12h30 às 14 horas, podem ter certeza que os rádios ligados nas casas e comércio da cidade estão todos sintonizados no programa.

No sábado, 15 de agosto último, dia do Concerto de Música Barroca, no Teatro Municipal, Ana Cecília e Isabel Favilla foram entrevistadas por Geraldo Afonso.

Foi um papo bem informal e divertido sobre música, instrumentos. Ana Cecília até cantou Miltom Nascimento, nada mais próprio, estando-se em Minas...

As duas últimas fotos foram tiradas pela produção do programa.
Saiba mais, ouvindo pela internet:
http://www.difusoraourofino.com.br

Virado de frango

Tem uma cidade de Minas, agora me esqueço o nome, que se considera a capital nacional do virado de banana. Praticamente cada família tem um jeito próprio de fazer o tal virado.

Acho que vou batizar Ouro Fino de Capital Nacional do Virado de Frango.
Na maioria das mesas da cidade, principalmente nas quermesses de igreja,encontra-se virado de frango pra todos os gostos.
Com ou sem pimenta. Com pedaços inteiros do frango ou partes como peito e coxas desfiados. Com ervilha, azeitona, palmito. Mas sempre à base de farinha de milho.Nunca de mandioca

sábado, 5 de setembro de 2009

Normalistas de Ouro Fino

- clique na foto para ampliá-la -

Esta foto fazia parte dos guardados da minha tia Maria de Lourdes Favilla, que se mudou para Brasília, em 1957, antes da inauguração da capital. Tia Lourdes, filha de Maria Amélia Honório da Silva e de Dante Favilla, foi casada com Hildebrando Guimarães, irmão do professor e advogado José Guimarães. Ambos sobrinhos do Monsenhor Teóphilo Guimarães.

Tia Lourdes já falecida, assim como o marido, é a terceira da primeira fila, contando-se da esquerda para a direita. A segunda, na mesma linha, é tia Gracy, que foi casada com meu tio Ido Pellicano, ambos já falecidos. Tio Ido morreu aos 31 anos de problemas renais e deixou seis filhos: José Carlos, comerciante,(Canarinho) e Maria Ordália, professora (Dáia) que moram em Brasília; Ronaldo, professor, já falecido que morava em Belo Horizonte; Maria Marta, aposentada do Tribunal de Contas da União, que vive em Natal; Galvão que mora em Ouro Fino, e Flávio, que mora em Mogi-Guaçú.

Se algum leitor deste blog identificar outras normalistas, por favor, me escrevam.Obrigada! Meu endereço: clarafavilla@gmail.com

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Ele ainda faz corações baterem mais forte...

Meu tio Walter Pellicano, já falecido, ainda provoca suspiros em Ouro Fino. Em 15 de agosto último, minha filha Isabel, flautista, fez uma apresentação no Teatro Municipal da cidade. Uma senhora, já de idade avançada e ainda muito linda, me perguntou se eu era filha da Elza. Quando eu disse que sim, ouvi como resposta:
"Ah! então você é sobrinha do Walter!"
Dito isso, ela colocou a mão direita na altura do coração e suspirou emocionada.
Minha mãe me contava que tio Walter, quando jovem, tinha uma legião de admiradoras. Passeava pela Rua 13 sempre muito bem vestido, impecável, de terno e gravata. Algumas foram mais que admiradoras e até chegaram a ameaçar tia Santa, quando tio Walter optou por ela.

A prima Sônia conta que algumas ameaças eram tão explícitas que o casamento dos pais precisou ser feito em casa. Se fosse na igreja, poderia acontecer um escândalo. Depois do casamento Santa e Walter rumaram para lua-de-mel em Aparecida do Norte. Lugar muito próprio para os dois anjinhos que eram.